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domingo, julho 10, 2011

Das cortinas de fumaça


É no mais denso escuro em que me sou. É lá onde eu me retorço e também me alegro.Nesse lugar perto e muito distante, ao mesmo tempo, mora uma centena de possibilidades ou talvez mais.

É assim mesmo do jeito que estou contando. Não tenha dúvida.

Habitam esse ambiente interno centopeias e polvos incapazes de liberar nuvens de tinta para escapar de predadores. Mesmo porque no lugar mais longe em que me habito nada pode me fazer mal a não ser eu mesma.

quarta-feira, junho 15, 2011

Dos mistérios incrivelmente misteriosos


E, finalmente, chega o dia em que a dor para de doer e o sapato para de apertar. Ninguém sabe exatamente como isso se dá, mas, possivelmente, trata-se de um processo lento e gradual. Sou testemunha de reviravoltas, de mudanças de lugar entre as substâncias, de incríveis rupturas.

Uma palavra aqui, um acerto de marcha ali, e já não nos parecemos com a nossa sombra.

Sei bem que há fatores supra-humanos envolvidos, mas falar disso é sempre tão difícil. Representamos hoje uma minoria espremida, acuada, à espera de um jato de fogo faminto.

quarta-feira, maio 25, 2011

Ventania


Rumores...

Aqui, acolá, uma notícia mais sólida.

Que se desfaz no dia seguinte.

Os olhos sempre marejados.

Um acorde ao longe e já tudo recomeça.

Cansaço.

Do dia, do pedal, das palavras inócuas, das idas e vindas.

Do que bem poderia ter sido.

Se.